Desabafo
A IDADE MÉDIA AO VIVO!
Assitindo à missa campal no Campo de Marte, pela televisão, nesta sexta-feira, 11 maio de 2007, tive a nítida impressão de estar vendo a Idade Média ao vivo. É impressionante a forma pela qual o desespero, a infelicidade, a falta de perspectiva deste nosso mundo, nos inícios do século XXI, faz regredir a consciência humana e aumentar a quantidade de aproveitadores. Se a salvação humana dependesse de religião estaríamos salvos! O Oriente Médio seria uma seara de paz e felicidade. No entanto, quanto mais miséria, mais religião, mais fundamentalismo, mais aproveitadores. Qual a utilidade destes homens paramentados, este séquito de imprestáveis vestidos de seda e adornados por crucifixos de ouro, para a humanidade? Mais vale um médico, um professor, um pedreiro, um lixeiro etc. que mil destes padres, bispos, cardeais e outros imprestáveis. Desculpem esta minha revolta, este meu desabafo, mas em pleno século XXI presenciar atos medievais ao vivo me choca. Somente para completar este meu desabafo, vale a pena rever a fala de Karl Marx, pronunciada há mais de cento e sessenta anos atrás, mas que comparado aos atos medievais explícitos veiculados hoje, via satélite, se tornam extremamente atuais:
"A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real e, de outro, o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura aflita, o estado de ânimo de um mundo sem coração, porque é o espírito da situação sem espírito. A religião é o ópio do povo."
"A superação da religião como felicidade ilusória do povo é a exigência de sua felicidade real. A exigência de abandonar as ilusões sobre sua situação é a exigência de abandonar uma situação que precisa de ilusões. A crítica da religião é, portanto, o germe da crítica do vale de lágrimas, cuja aparência sagrada é a religião."
In: Crítica da Filosofia do Direito de Hegel - Introdução. Escrito entre dez./1843 e jan./1844 e públicado nos Anais Franco-Alemães, Paris, 1844. Trad.: J. C. Bruni; R. M. Castell. VER O TEXTO COMPLETO NO LINK AO LADO.
Escrito por Prof. Vicente às 12h45
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Pela liberdade de pesquisa, contra o obscurantismo religioso
http://www.PetitionOnline.com/pesqcel/petition.html
Para assinar a petição a favor da liberdade de pesquisa com células-troco, entre no link acima. Não podemos deixar que uma visão religiosa medieval impeça o avanço da pesquisa científica em nosso país! Em defesa do nosso livre pensar e em defesa do Estado Laico, leiam e assinem a petição reproduzida abaixo.
Categoria: Link
Escrito por Prof. Vicente às 16h45
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Pró-células-tronco embrionárias
Direito à esperança de cura e vida, sim. Ao obscurantismo, não.
Brasília, 20 de abril de 2007. Definitivamente, um marco na história do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 178 anos de existência, a mais alta corte do Brasil realizou, pela primeira vez, uma audiência pública. Objetivo: ouvir cientistas sobre a lei que autoriza a realização no país de pesquisa com células-tronco embrionárias. Pudera. É a aposta de investigadores do mundo inteiro para a cura de várias doenças ainda incuráveis, como mal de Parkinson, diabetes, doenças neuromusculares e secção da medula espinhal por acidentes e armas de fogo.
A avançada lei foi aprovada pelo Congresso Nacional por placar estrondoso: 96% dos senadores e 85% dos deputados federais deram-lhe a vitória. O presidente Luís Inácio Lula da Silva fez o mesmo. Rapidamente a sancionou. Só que ela parou no STF porque o subprocurador-geral da República, Cláudio Fonteles, alegou que é inconstitucional. Questionado sobre se sua ação não teria motivação religiosa, o franciscano Fonteles acusou a geneticista, professora e cientista Mayana Zatz de viés judaico. Fonteles disse ao jornal Folha de S. Paulo: "A doutora Mayana Zatz, que é o principal elemento de quem pensa diferentemente da gente, tem também uma ótica religiosa, na medida em que ela é judia e não nega o fato. Na religião judaica, a vida começa com o nascimento do ser vivo. Então, ao defender a posição dela, ela defende a posição religiosa dela, que é judia e que a gente tem de respeitar".
Acontece que: 1º) A posição de Mayana Zatz em defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias não é pessoal e muito menos religiosa. A geneticista participou da audiência pública no STF como porta-voz da Academia Brasileira de Ciências, da qual é membro. Sua postura é a mesma defendida pelas academias de ciências de outros 65 países.
2º) Há 30 anos Mayana trabalha com doenças neuromusculares letais ou altamente incapacitantes. Já viu milhares de crianças, jovens e adultos afetados morrerem sem qualquer chance de cura. Tanto que, para melhorar-lhes a qualidade de vida, fundou a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim), da qual é presidente. Mayana é professora titular de Genética, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e pró-reitora de pesquisas da USP. Publicou 280 trabalhos científicos já citados mais de 4.500 vezes.
3º) Agora, pela primeira vez, vislumbra, num futuro próximo, uma possibilidade real de tratamento para várias doenças neurodegenerativas. Sua esperança está justamente nas células-tronco embrionárias. Somente elas têm a capacidade de se diferenciar nos mais de 216 tipos de tecido do corpo humano.
4º) Mayana, como outros cientistas brasileiros, trabalha há alguns anos com células-tronco adultas. Os resultados preliminares de suas investigações bem como os de outros presentes na audiência do STF e diretamente envolvidos com tentativas terapêuticas para diferentes condições (problemas cardíacos, diabetes, derrame, mal de Chagas, esclerose lateral amiotrófica e paraplegia decorrente da secção da medula) mostram, no entanto, que a pesquisa com células-tronco embrionárias é fundamental. São elas que ensinarão os cientistas a programar as células-tronco adultas, de modo que se transformem nos tecidos desejados. As células-tronco embrionárias podem ser obtidas a partir de embriões de até 14 dias .
5º) A lei brasileira permite a utilização de embriões produzidos em laboratório para fins de reprodução assistida. Porém atenção! não abrange todos. Autoriza apenas o uso daqueles inviáveis para gestação ou congelados há mais de três anos, cuja probabilidade de gerar um ser humano é praticamente zero. A lei prevê mais: os embriões só poderão ser utilizados após autorização dos genitores. Portanto, aqueles que tiverem qualquer restrição de ordem moral ou religiosa não terão seus embriões usados para fins de pesquisa. Com o passar do tempo, os embriões deterioram-se inexoravelmente, perdendo o "prazo de validade". Por que então não utilizá-los de forma ética e responsável em benefício do futuro e da evolução da humanidade, salvando vidas?
6º) Na prática, conseqüentemente, proibir a pesquisa com células-tronco embrionárias significará, de um lado, continuar dando aos embriões excedentes nas clínicas de fertilização um habitual e inglório destino: o lixo. De outro, tirará a esperança de cura portanto, de vida de milhares de pessoas. Ninguém tem esse direito.
7º) A luta pela vida está acima dos credos. Logo, não se pode misturar ciência com religião, sob o risco de se voltar ao obscurantismo da Idade Média a idade das trevas.
8º) O Estado brasileiro é laico. Assim, a tentativa de desqualificar os argumentos científicos de Mayana com insinuações anti-semitas é lamentável. No mínimo, contraria a tradição brasileira de tolerância e respeito à diversidade religiosa.
9º) Felizmente, Mayana não está sozinha. A defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias já permeia largos segmentos da comunidade científica e da sociedade civil brasileiras.
Por tudo isso, nós - de diferentes religiões, etnias, profissões, níveis socioeconômicos, idades - repudiamos a desesperada manobra para desviar o foco do debate. À Mayana, nosso apoio e solidariedade irrestritos. A sua batalha pela vida é também de todos nós. Direito à esperança de cura e à liberdade de pesquisa, sim. Ao obscurantismo, não.
Mayana Zatz Professor of Genetics Director- Human Genome Research Center Research Dean University of São Paulo President-Brazilian Muscular Dystrophy Association email:mayazatz@usp.br
Escrito por Prof. Vicente às 16h39
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MANIFESTO
A intolerância do Sr. inquisidor
O Sr. Ratzinger mal colocou os seus santos pés no avião que o conduziria ao Brasil e já ameaçou o Estado laico brasileiro ao prometer excomungar os deputados católicos que votarem a favor do aborto. Tendo em vista a crença de que o diálogo, a compreenção e a tolerância são as únicas formas de manter uma convivência humana saudável e pacífica, transcrevo, a seguir um Manifesto de entidades católicas contrárias ao conservadorismo intolerante que o atual sumo-pontíficie pretende implantar no ocidente cristão afetando, inclusive os que não professam esta fé.
Entidades que assinam o Manifesto:
- JOVENS FEMINISTAS DE SÃO PAULO
- CORSA - CIDADANIA, ORGULHO, RESPEITO, SOLIDARIEDADE E AMOR
- GRUPO IDENTIDADE - GRUPO DE AÇÃO PELA CAIDADANIA DE LÉSBICAS, GAYS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E BISSEXUAIS- CAMPINAS
- RAIO X COMUNICAÇÃO
- CASVI - CENTRO DE APOIO E SOLIDARIEDADE A VIDA
- GRUPO E-JOVEM DE ADOLESCENTES GAYS, LÉSBICAS E ALIADOS
- MARCELA MOREIRA - (VEREADORA EM CAMPINAS/SP -PSOL)
- VALÉRIA ALVES DA SILVA (PROJETO CAMARÁ - CENTRO DE PESQUISA E APOIO À INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA)
- VANESSA ALVES DA SILVA (PROJETO CAMARÁ )
- VANESSA SANTOS DA SILVA (PROJETO CAMARÁ)
- FÁTIMA CAROLINA BAETA (PROJETO CAMARÁ)
- ADRIANA DANTAS DE SOUSA GAMA (PROJETO CAMARÁ)
- ELIZADETE BORGES DE NOVAES (PROJETO CAMARÁ)
- LUMENA CELI (PROJETO CAMARÁ)
- TEIXEIRA (PROJETO CAMARÁ)
- DANIELA YONE (PROJETO CAMARÁ)
- UECHI (PROJETO CAMARÁ)
- JOSÉ CARLOS MORAES FERREIRA NÁZARA (PROJETO CAMARÁ)
- JOÃO CARLOS GUILHERMINO DA FRANCA (PROJETO CAMARÁ)
- BRUNO RODRIGUES DA SILVA
- ALDER AUGUSTO DA SILVA (COORDENADOR VIRAJOVEM /REVISTA VIRAÇÃO)
- GLBT SOCIALISTAS
- GRUPO GLBTT DA ZONA LESTE
- INOVA - FAMÍLIAS GLBTT
- ASSOCIAÇÃO DA PARADA DO ORGULHO GLBT DE SP
- INSTITUTO EDSON NÉRIS
- NEPS - NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOBRE AS SEXUALIDADES
- MINAS DE COR
- CFL - COLETIVO FEMINISTAS LÉSBICAS
- FLOR DO ASFALTO
- INSTITUTO APHRODITHE
- INSTITUO SER HUMANO
- GRUPO ATITUDE - SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
- CRESS/SP - CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL
- ASSOCIAÇÃO VIVA A DIVERSIDADE
- GADA - GRUPO DE AMPARO AO DOENTE DE AIDS
- CECON JOANA D'ARC
- ABCDS - AÇÃO BROTAR PELA CIDADANIA E DIVERSIDADE SEXUAL
- GESC
- MOLECA - MOVIMENTO LÉSBICO DE CAMPINAS
- FALT - FAMÍLIAS ALTERNATIVAS
- APTA - ASSOCIAÇÃO PARA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA AIDS
- PRISMA - DCE LIVRE DA USP
- GRUPO GATTA
- GRUPO ELES
- ROSA VERMELHA
- ONG SAÚDE & CIDADANIA
- ROSANE RIBAS - ATIVISTA SANTO ANDRÉ
Contato:
Católicas pelo Direito de Decidir
www.catolicasonline.org.br
cddbr@uol.com.br
(11) 3541-3476
Escrito por Prof. Vicente às 15h21
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Manifesto Jovens pelo Direito de Decidir
Todo jovem tem capacidade de decidir pela vida que deseja ter e o direito de dar significado a ela.
A visita do Papa ao nosso país está mobilizando toda a comunidade católica brasileira, com ampla repercussão na mídia. Em decorrência disso, em março e abril de 2007, alguns jovens de diversos movimentos sociais de juventude (étnico/racial, cultural, religiosa, político-partidária, gênero e diversidade sexual) se reuniram para elaborar um documento, para manifestar ao Papa e à nossa sociedade o quão prejudiciais e impactantes são para as/os jovens as rígidas posições da hierarquia católica sobre a sexualidade. Tais posições provocam sérias conseqüências sobre os direitos sexuais e reprodutivos de toda a população, até mesmo para quem não segue o catolicismo. Estamos nos referindo às concepções católicas que condenam o uso de anticoncepcionais e camisinha, a diversidade sexual, o sexo por prazer e antes do casamento, o aborto, entre outras. Um dos segmentos mais atingidos por esse pensamento católico é o das/dos jovens, que representam cerca de 22% da população brasileira[1]. O padrão moral valorizado pela sociedade, com base em concepções fomentadas pela hierarquia católica, é o heterossexual cristão, branco e adulto. Além disso, essa hierarquia ainda dita normas que determinam que o sexo seja somente praticado dentro do casamento e com finalidade exclusiva de reprodução. Assim, tudo o que foge desse padrão acaba sendo estigmatizado, malvisto, desvalorizado e excluído. De forma geral, as religiões podem ajudar as pessoas a superar dificuldades e a dar sentido para suas vidas, mas essas idéias especificamente geram preconceito, exclusão, discriminação e violência; ou seja, pecado.Essa postura também atinge as mulheres, que reiteradamente são colocadas em situação de inferioridade. O papel que é imposto às mulheres como destino - o de esposa e mãe, baseado numa condição biológica determinista - as mantém em situação de vulnerabilidade. Nesse quadro, também se deve levar em conta a proibição pela igreja católica do uso do preservativo e anticoncepcionais, o que resulta em gravidez sem planejamento e também no aumento do índice de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (incluindo a aids), o que atinge principalmente as jovens, as pobres e as negras.Afirmamos que, a legalização do aborto deve ser discutida com urgência por toda a sociedade, haja vista que o aborto clandestino, hoje, representa a quarta causa de mortalidade materna no Brasil, o que, como sempre, afeta mais as mulheres pobres. Consideramos que a interrupção de maneira legal e segura de uma gravidez não desejada tem de ser direito da mulher, que deve ter autonomia sobre seu próprio corpo. Direito este exercido pela própria "mãe da Igreja", quando, conscientemente, teve a liberdade de dizer "sim". Gostaríamos também de ressaltar que repudiamos a condenação da diversidade sexual (LGBTT - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) pela igreja católica, o que vem perpetuando a discriminação e a violência contra esse segmento da população. Diante disso, a igreja católica, na pessoa do Papa, tem sido oficialmente incoerente com a máxima do Cristo: "Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância" (Jo 10, 10). A junção desses fatores culturais/sociais - sexistas, homofóbicos e racistas - que a igreja católica fomenta, promove a manutenção de um sistema excludente e desigual, que é justamente a base do capitalismo. Vivemos em uma sociedade que necessita da desigualdade para a sua manutenção, já que nem todos podem ter a mesma quantidade de riquezas e oportunidades. Entendemos que uma igreja que prega o amor ao próximo e a fraternidade como valores essenciais, não pode estar na contramão da busca da igualdade, logo, não deveria promover idéias que geram preconceitos. Exigimos que a igreja católica, em um processo de conversão institucional, volte-se a sua missão já proclamada na América Latina há alguns anos: "Opção preferencial pelos pobres"!
A capacidade de construir as regras morais, que regulam a convivência social, é uma característica dos seres humanos, mas elas podem - e devem! - ser elaboradas a partir de convivência pacífica e consensual, não sendo admissível que sejam impostas.
O Estado é responsável pelas políticas públicas necessárias para a vivência saudável e autônoma da sexualidade, mas se ele se pautar pelas posições da igreja católica, ou de qualquer outra igreja ou religião, estará negando um princípio democrático fundamental. Dessa forma, inclusive, impede a pluralidade religiosa, pois cria privilégios para algumas religiões em detrimento de outras. O Estado tem o dever de garantir a liberdade de expressão das diversas crenças religiosas que existem no país, caso contrário, estará fomentando o preconceito quanto a credos religiosos não majoritários, como ocorre com as religiões de matrizes africanas (candomblé e umbanda). Assim, reiteramos que é necessário reafirmar o Estado Laico como uma das condições para um Estado democrático e que, para as igrejas e religiões, cabe a necessidade de se compreender o caráter missionário e evangélico do macro-ecumenismo, para que em um mundo tão individualista e em guerras, de fato, todos sejamos um.
Com este manifesto, queremos que o Papa, os demais membros da hierarquia católica e toda a sociedade nos ouçam, nos vejam e, finalmente, nos respeitem, promovendo as mudanças necessárias e urgentes em suas posições que nos permitam viver em um mundo mais justo, fraterno e igualitário.
E se você, que é jovem como nós, também sente o quanto essas incoerências afetam a sua vida, saiba que não está sozinho/a. Questionamos as posições da igreja católica, mas não queremos negar a crença de ninguém, mas, sim, reafirmar nosso direito universal à autonomia e a uma vida plena, prazerosa e sem violência ou discriminação. Somos jovens decididos a decidir, a partir de nossa experiência encarnada, contra as normas violentas que nos são impostas, mas fielmente ligados/as a uma espiritualidade, ou práticas sociais, que nos libertam e nos têm tornados mais felizes.
[1] Dados do Censo 2000, realizado pelo IBGE.
Escrito por Prof. Vicente às 15h11
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